Inconformidade e inquietudes

Fugindo ao que o blog se propõe, mas, como se trata de um blog pessoal, achei que cabia sim falar sobre o que penso. A inquietude que carrego comigo me fez vencer o medo de escrever muita coisa que penso, que tenho vontade de falar, quiçá de gritar.

Falar de quê? Da sociedade em geral. Vejo muitas coisas e fico calada, o que não quer dizer que não reflito sobre. Comportamentos, falas, atitudes..nossa, quanta coisa!

Pessoas que querem parecer de determinada forma para os pais, para os colegas, mas, , que não têm a coragem de se auto avaliar. Que odeiam receber críticas, não vêem que precisam de ajuda. Me contorcer ao ver pessoas se dizendo acima do bem, da moral, da ética, que têm tudo, porém, são egoístas, apontam sempre o dedo, esquecem-se de suas condutas, se encontram às escondidas por se importar com a sociedade. 99% das pessoas vivem num mundo de faz de conta.

Minhas ideias parecem soltas. A intenção é justamente essa.

Como existem pessoas perversas no mundo e como essas se julgam boas samaritanas!    Fazem o mal sem a maior aflição. Prejudicam as pessoas sem a menor reflexão do que tal atitude podem custar para a vida dessas.

Quantos vivem na sua própria mentira e acham que vivem o real? Escondem-se do seus próprios anseios para não desapontar a sociedade, os pais e etc. Quantos fingem ou acham ser amigos quando o que prevalecem são suas vontades no tempo em e determinado lugar.

Quantas julgam o seu desempenho profissional, sem rever o próprio profissionalismo. Quantas gritam e tratam pessoas diferenciadamente, seja por status, aparência, poder, influência, afinidade ou simpatia!

A Universidade me ensinou muitaaaa coisa, dentre tantas, o que eu NÃO quero ser! Departamentos que vão com a cara de tais alunos e não vão com a cara de outros e pior, avaliam o desempenho dos discentes segundo critérios internos, totalmente pessoais. E mais, acham-se totalmente profissionais. Esquecem-se que antes de serem profissionais são seres humanos. Será mesmo?!? Aluno de graduação, pós-graduação não é gente. É assim que muitos pensam. O fato de ter um título, de ter feito um concurso não os fazem melhores que eu e que ninguém. Por essas e outras razões tenho muito orgulho de ter o Professor Jan Bitoun como meu orientador. Não por seu conhecimento acadêmico, sua influência dentro da Geografia ou algo parecido. Todavia, por seus ensinamentos que ultrapassaram à academia e que me servem até hoje. Embora tenham sido muitas as minhas falhas, muitas delas se seguem até hoje, trago comigo todos os seus ensinamentos. Disso tenho muito orgulho. E quem quiser que pense que é “puxasaquismo”. Eu sei bem que não o é! Estou com minha consciência super tranquila quanto a isso.

Feliz sim, por conhecer Hugo Montarroyos, suas ideias, pensamentos, coragem e inteligência. Mesmo afastada não esqueci desse amigo. Entendo-o e o entenderei sempre!

Como não admirar Daniela Teles! Na grande maioria das vezes muito sensata, coerente, delicada e dura ao mesmo tempo. Gosto muito de conversar com ela, me faz refletir bastante sobre diversas coisas, não poupa-me de dizer o que é preciso ouvir. Sabe fazer isso como poucos.

Não, isso não é um post de homenagens! Tudo vem em minha cabeça como um filme, sem cronologia, atemporal! Isso me fez relembrar o quanto gosto de escrever, porém, sinto-me limitada por diversos motivos. Vontade essa que me faltou e me falta totalmente quando eu realmente necessito, quando é preciso.

Impossível esquecer de Ricardo Jorge. Pessoa mais do que especial, presente em minha vida que, mesmo em seus momentos difíceis me aturou, me ouviu, me entendeu, me ajudou e me trouxe paz sem igual. Mesmo sem falar, me passou tranquilidade e tudo o que precisava. Alguém com muita sabedoria, alguém que sempre quer aprender mais, questionador, inovador, empreendedor. Consigo conversar com ele sobre os mais diversos assuntos. Ser que todos gostariam de ter ao lado. Se fosse realmente falar sobre ele, passaria muito tempo, pra vocês seria muito chato, pra mim, não. Inexplicável, divino, algo superior ao nosso pobre entendimento.

A minha mãe resumo com duas palavras: Paciência e perseverança. Meu exemplo maior.

E que as pessoas que aqui não foram citadas por mim, não sintam-se diminuídas ou coisa do tipo. De maneira nenhuma!

A essas pessoas citadas pouco falo muitas vezes.

Não busco aqui a compreensão dos seres humanos ou das pessoas que me rodeiam. Isso não acontecerá. Talvez tudo isso que escrevi sirva apenas para mim mesma. Para me fazer mais dura do que sou, mais forte e assim tudo encarar, seja de qual forma for.

Inconformidade. E só!

Luciana Souza

2 respostas em “Inconformidade e inquietudes

  1. Muito bem Lu! Tem que falar mesmo. Escrever ajuda taaanto a colocar pra fora um monte de coisas ruins. Admiro seu talento e seu caráter! bjo

Comentários

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